Este blog é um espaço para publicação de práticas redacionais que objetivam o Vestibular 2012/1 da Universidade Federal de Goiás. Os textos aqui publicados são submetidos à correção de um corretor profissional, e suas correções serão, também, aqui publicadas. Espero que isso ajude, de algum modo, quem também se prepara para disputar uma vaga no processo seletivo, não só da UFG, mas também de outras universidades do país.
PS: Quem puder/quiser comentar, para me ajudar a melhorar, deixo me melecar de ovo e farinha no trote, quando eu for aprovado.

domingo, 21 de agosto de 2011

O coletivismo como necessidade a ser desenvolvida

O coletivismo e o pensar em um bem social é característica de uma nova sociedade. O homem é, e sempre foi, naturalmente voltado pra si, sempre foi da natureza humana procurar seu bem próprio, procurar o bem estar no satisfazer de suas necessidades mais próximas e imediatas. Viver e pensar coletivamente é consequência da vida em conjunto, não em conjuntos como a família, e outros pequenos grupos de interesses comuns, mas grupos grandes o suficiente para colocar interesses distintos em um espaço comum, com agentes em comum. São conceitos novos, que crescem junto de uma nova geração, que surgem da necessidade de viver em grupo, junto a valores totalmente adversos, numa selva de interesses distintos e indivíduos individualistas.

A luta pela sobrevivência impulsiona o homem desde seus primórdios, das caças pré-históricas até a louca luta capitalista. Tem-se dito muito sobre a falta do espírito coletivista, mas desde quando houve a necessidade para tal? Por muito tempo o homem cresceu e se desenvolveu perfeitamente dentro do individualismo. Quantas não foram as descobertas motivadas por causas individuais? Muitas das grandes invenções que hoje facilitam a vida de toda a sociedade foram um dia causas puramente individuais, o interesse de um indivíduo que jamais objetivou o bem comum. O bem comum tem sido arranjado, e surge agora a necessidade de planejá-lo.

Uma nova geração de indivíduos chega em uma sociedade onde jamais se procurou tanto interesses particulares, e jamais se precisou tanto pensar globalmente, ver as necessidades do todo. No entanto, há diante dessa necessidade, um pequeno número de pessoas que veem além do seu alcance individual, que têm consciência de que somos responsáveis por aquilo que causamos, e que causamos globalmente, que as consequências coletivas têm, também, grande impacto em nossas vidas. E, principalmente, que as mudanças coletivas partem do que eu também decido e faço.

Há milhões de anos temos agido pelo instinto de sobrevivência, temos feito o que é preciso no momento, e o momento é, quase sempre, individual. Deparamos-nos agora com a necessidade de ver globalmente, de visualizar passado, presente e futuro. Precisamos analisar o que fizemos; pensar no que estamos fazendo e planejar o que fazer. É preciso ver globalmente, pra que se sobreviva no coletivo. As necessidades para sobrevivência são outras, e precisamos formar novos indivíduos, seres globais.